15/05/2016

[Gibi] Hiroshima - A Cidade da Calmaria (2004)/ Fumiyo Kouno



Ano passado falei de Trinity - A Primeira Bomba Atômica, uma HQ que conta a história da criação da primeira bomba atômica e mostra o porquê dos ataques com bombas atômicas serem necessários para se evitar um mal maior (a continuidade da Guerra, com muitos mais mortos).

De certa forma "Hiroshima  - A Cidade da Calmaria" complementa Trinity, pois relata a vida após o holocausto nuclear, de forma tocante e sensível. Não é uma leitura essencial, mas com certeza é enriquecedora.

Na ótima síntese de Jojoscope:
Em vez de focar nas consequências trágicas imediatas do ataque de 6 de agosto de 1945, a autora opta por relatar situações cotidianas de pessoas de Hiroshima, anos depois da bomba. O mangá mostra, de forma delicada e sutil, as dificuldades dos sobreviventes em superar traumas e sentimentos de culpa e retomar suas vidas de forma natural, mesmo décadas depois do ataque.

Esse mangá venceu dois prêmios: o do “Japan Media Arts Festival” (Festival de Mídia e Artes do Japão) em 2004 e o “Tezuka Osamu Bunkoshou” (Prêmio Cultural Tezuka Osamu) na categoria de criatividade em 2007. Nota 7,0.

Fica a dica!

Título: Hiroshima, a Cidade da Calmaria
Autora: Fumiyo Kouno
Demográfico: Seinen
Formato: 13,5 cm X 20,5 cm, 112 Páginas
Duração: Volume Único
Preço: R$19,90 (está esgotado, mas comprei muito mais barato)


4 comentários:

  1. Uma ótima recomendação! Se eu achar esse material virtualmente ou na rua, com certeza lerei. É muito interessante esse período de reconstrução da sociedade japonesa no pós guerra, não somente pela crescente prosperidade nipônica, mas o choque entre gerações e figuras destoantes desse novo rumo.

    Quanto a segunda questão do post, eu concordo também. Os bombardeios foram terríveis de fato, mas quantas vidas mais seriam consumidas nos dois lados das trincheiras? O exército japonês era extremamente fanático e não muito diferente da postura alemã na tomada das nações asiáticas. Até ocorreu um recente bafafá sobre o governo americano negar-se a pedir desculpas pelo ocorrido, embora expressasse tristeza pelas mortes. Se for assim, o Japão teria que fazer o mesmo para a China e demais países.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Doc,

      As pessoas não pesquisam a história e esquecem que naquele tempo o fim da guerra por meio do uso da bomba atômica foi algo inteligente e justificável diante das circunstâncias.

      Sobre ele pedir desculpas, não tem lógica. :)

      Abç

      Excluir
  2. Eu não tenho proximidade com japoneses, embora eu seja um devorador de sua cultura POP. Mas o que eu percebo, posso estar errado, é que o povo japonês lidou muito bem com a ofensiva estrangeira e não guardou rancores e mágoas do tipo antiamericanista que nós vemos, por exemplo, bem marcantes aqui na América Latina.
    Mesmo sendo vítima do maior ataque que um povo pode sofrer em curto prazo de ação de outra nação sobre uma população civil inocente, mesmo assim, o Japão se tornou uma sociedade muito próxima da cultura ocidental e principalmente dos americanos.

    O Brasil mesmo estando dentro de uma influência geográfica Norte Americana, nunca sofreu um ataque ou qualquer tipo de ofensiva direta por eles e mesmo assim, boa parte da população carrega um certo repúdio aos "imperialistas" e sempre que podem demonstram esse sentimento infantil gritando palavras de ordem anti capitalistas com seus Iphones em punho.
    Enquanto japoneses trabalham com seus problemas reais, nós, remoemos ilusões sem sair do lugar.

    ResponderExcluir
  3. Ulisses,

    " nós, remoemos ilusões sem sair do lugar." Concordo! lutamos com monstros criados por nossa própria imaginação, como naquela letra do Renato Russo.

    Isso infelizmente é um atraso de vida e desenvolvimento para nossa nação.


    Abç!

    ResponderExcluir

Seu comentário é o nosso pagamento.