10/06/2016

[Social] Minha Vida no ensino Médio: Dias Mais Do Que Frugais!

Minha escola. Não fui muito feliz aí, mas 
foi importante para meu desenvolvimento.

Introdução

No final da década de 90 minha mãe me enviou para morar com meu pai. Foi a primeira e a última vez que um evento desse ocorreu. Anos depois voltei a morar com ela e assim continuou até alguns anos depois de terminar a faculdade.

Minha vida no ensino médio não foi nada fácil. Eu era muito mais: feio, pobre, gordo, burro, indisciplinado, desleixado, preguiçoso e sem grandes objetivos na vida: tudo de ruim para qualquer um ser na difícil fase da adolescência. 

Ingresso


Foi a primeira aprovação que tive em algo semelhante a um concurso público (aprovação para cursar o ensino médio técnico em administração em uma fundação pública estadual no Escola Técnica Estadual Oscar Tenório - ETEOT em 1999).

Fiquei em uma colocação medíocre, mas fui chamado. Não era um exame muito disputado por candidatos preparados e apesar de eu mesmo não ser bom aluno, acabei passando por que vinha de colégio particular a vida toda e a prova foi muito elementar.

Eu era muito tosco nessa época em metodologia de estudo, sendo que o único cuidado que tive foi pegar umas provas anteriores que eram vendidas informalmente em um compilado feito por algum servidor da instituição.

Aspectos Positivos


  • O ensino médio era técnico em administração e por isso tive contato com muitos conceitos (estatística, matemática financeira, administração, marketing, Direito, Contabilidade etc) fora do meu mundinho de vida, que era um bairro pequeno do subúrbio.
  • Conheci muita gente diferente e que vinha de diferentes bairros e classes sociais do RJ.
  • Comecei pela primeira vez na vida a praticar esporte (taekwondo, falei disso nesse post) e consegui emagrecer bastante.
  • Como não pagava passagem de ônibus pude viajar gratuitamente, com e sem rumo, pelo RJ.
  • Fiz cursos de informática, inclusive de montagem e manutenção de micros, que me ajudaram por toda a vida;
  • Pude morar com meu pai pela primeira e única vez na vida, o que me permitiu conhecê-lo melhor, para bem e para mal.
  • Eu não tinha que trabalhar (pelo menos não fora de casa).


Aspectos Negativos


  • Ensino fraco: para mim que já era desinteressado gerou um vácuo de conhecimento que me impossibilitou de passar em qualquer vestibular para uma faculdade pública;
  • O namoro não deu certo e acabou cerca de 3 meses depois, deixando-me deprimido por muito mais tempo (minha vida amorosa só voltou a melhorar na faculdade).
  • Morar com meu pai foi um saco. Além disso, ele, como era pobre, utilizou minha força de trabalho como servente na reforma de seu própria casa.
  • Minha madrasta era bem chata. Era uma família totalmente beta, sem muitos conhecimentos básicos de educação financeira, nutrição ou de qualquer outro tipo.
  • Não fiz muitas amizades profundas e duradouras.
  • Era muito, muito difícil para mim conseguir sair com alguma menina. Claro que o pouco dinheiro atrapalhava, mas o principal era minha falta de lábia e timidez: minha incapacidade de me comunicar adequadamente para conquistar atenção amorosa do sexo oposto.


Conclusão

Foi uma época difícil, mas fico feliz que tenha passado. Claro, Continuo feio, mas menos burro e gordo (proporcionalmente). 

Voltei a morar com minha mãe e consegui terminar uma faculdade particular. Consegui diferentes empregos e pude  sair de casa e pagar minhas próprias contas (autonomia financeira). 

Atualmente, tenho mais facilidade em me comunicar com o sexo oposto, mas hoje na casa dos 30 o interesse é bem menor. 

Sobre a experiência sofrida (um pouco de sofrimento faz bem: "a necessidade faz o sapo pular") nessa época do ensino médio, isso foi importante para mim em vários aspectos.

Grande abraço!



4 comentários:

  1. Não sou capaz de opinar sobre as outras características da sua auto avaliação, mas posso afirmar sem nenhuma sombra de dúvida que, burro, você nunca foi, muito pelo contrário.

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  2. "utilizou minha força de trabalho como servente na reforma de seu própria casa" kkkkkkkk, que véi sacana.

    Rapaz, não vou reclamar. Tinha saúde, não precisava trabalhar para me sustentar (mas tb não tinha luxos) e vivia apenas com minha mãe e irmão, pois meu pai nunca morou conosco e isso (penso assim hj), foi ótimo, pois ele era muito chato, pois sua vida era cheia de obrigações e estresse. Não comia ninguém. Só puta de um bairro perto, e pagando (cinco reais e uma carteira de cigarro). O resto era punheta. Hj, velho, careca e fora de forma, até dispenso xoxota quando tô cansado e acho que pego fácil uns 100 mulheres por ano.

    Olha só. Eu reclamava muito de minha juventude. Mas, nos últimos anos, agradeço a Deus por ter tido uma infância que na verdade foi normal e saudável; e uma adolescência com pequenos dramas comuns. O tempo me fez ser grato, enfim...

    Tema complicado...

    Abraços!

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    Respostas
    1. "meu pai nunca morou conosco e isso (penso assim hj), foi ótimo" - hoje quando olho para trás tenho a mesma impressão.

      "Não comia ninguém." posso dizer o mesmo, mas ninguém mesmo. Nem uma puta de bairro.

      "Hj, (...) até dispenso xoxota": dispenso, pois quando calculo o custo x benefício prefiro continuar na inércia. Quando era adolescente os relacionamentos eram mais simples, objetivos e menos burocráticos.

      "pego fácil uns 100 mulheres por ano." bem, não chegaria a metade disso, mas de qualquer fora é uma melhora considerável em relação à adolescência.

      "infância (...) normal e saudável; e uma adolescência com pequenos dramas comuns." pra mim foram a era de ouro e a era de prata.

      Abç

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