05/08/2016

Refinando a Coleção: Impondo Limites no Refinar



Já estou há alguns anos montando um acervo pessoal (filmes, livros, quadrinhos etc ) que me dê satisfação no presente e no futuro.

A ideia da coisa é bem legal: montar um acervo de diferentes mídias construídas por terceiros ou não, fazendo uma curadoria daquilo que reflete felicidade para sua vida, conforme aprendi com o blog Vida Organizada.

Recentemente mudei-me para uma cidade do interior e foi bem chato embalar tudo no apê antigo. Foi coisa de mais de 20 caixas só de quadrinhos e afins. Depois ainda tem que, desembalar e arrumar tudo isso no novo espaço.

Dessa forma, para evitar excessos, resolvi dar limites físicos e psicológicos à minha coleção.


Limites Físicos 


limite físico seria algo como "tudo que couber de maneira organizada e confortável em minhas estantes", ideia de limite espacial que aprendi no blog do Shige

Em termos quantitativos, minha meta atual é trabalhar com números redondos (adoro números redondos), tipo "somente 100 gibis, somente 50 livros, somente 50 jogos".


Limites Psicológicos


Já o limite psicológico seria algo como "tudo que dentro desse limite físico cativar meu coração". Como visto, o limite físico delimita o psicológico.

Sei que o limite psicológico ficou um pouco fresco, mas a ideia é guardar somente o que for acima da média para você.

O conceito chave é: "colecionar é a maior forma de guardar fisicamente os bons momentos que vivenciamos com uma obra ou em determinado período da nossa vida. Aquele sentimento que você teve lendo, vendo ou jogando aquela obra estará eternizado para sempre na sua estante.", conforme aprendi no Blog Vida de Colecionador.

Nada de carregar até o final da vida o que for lugar-comum e sem graça, salvo se tiver um incrível valor afetivo, como no caso do primeiro quadrinhos que você ganhou na vida.


Porque guardar quadrinhos que você não gosta? Ou filmes que odiou? Ou revistas que nunca mais lerá e que nada representam para você? 


Destralhar


O velho e inútil não pode tomar lugar do novo e potencialmente útil.

Para onde mandar o inútil: 
  • vender para sebos,
  • dar presentes para amigos ou conhecidos, 
  • doar para bibliotecas ou escolas públicas;
  • jogar no lixo  (em relação à revistas, uma solução é guardar a reportagem que te interessa e descartar o resto) ou 
  • simplesmente abandonar em lugares estratégicos.


Conclusão 


Esses limites servem para evitar que eu me torne um escravo do meu acervo e para que eu possa melhor valorizar o que tenho, seja novo, seja velho.

Além disso, é bom mencionar que espaço e dinheiro são sempre limitados, mas desejos não. Outro motivo seria aplicar a lei do vácuo ("para se conseguir coisas novas, primeiro é preciso se livrar das velhas"). 

Enfim, se dessa vida nada levamos, penso que só devemos carregar até o final o que nos faz feliz. E você? O que acha de destralhar sua vida?


Grande abraço!

8 comentários:

  1. Eu também já fiz uma arrumações e jogando fora coisas que não gostava mais ou não precisava. Mas de outras eu acabei me arrependendo, por exemplo, eu já joguei no lixo um videocassete 4 cabeças, um video game, 80 CD´s entre albums normais e aqueles baratinhos greatest hits de cestão de lojas americanas e vendi por 35 reais em um sebo, todos os discos de uma banda de rock nacional dos anos 80 que hoje em dia eu detesto mas gostava quando era adolescente. Eu joguei no lixo muita coisa, algumas eu queria de volta, outras foi ótimo me desfazer.

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    1. Ulisses,

      Aprendi lendo um livro sobre organização (post abaixo) que "é preciso correr o risco de querer de volta mais tarde aquilo que se deu. é preciso também saber que o ato de abrir mão de alguma coisa pode causar sofrimento temporário. No entanto, conservar o que é inútil causa dor definitiva" em razão de viver em um ambente em eterna desordem.

      Você tomou a decisão correta.

      Abç!
      http://acervoscantales.blogspot.com.br/2015/03/livro-organize-se-2004.htm

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    2. link correto:
      http://acervoscantales.blogspot.com.br/2015/03/livro-organize-se-2004.html

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  2. Digitaliza o máximo que puder e guarde somente as relíquias.

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    1. Doc,

      ótima saída!

      Por isso uso vários hds eternos. (http://acervoscantales.blogspot.com.br/2014/04/organizacao-onde-guardar-seus-scans.html)

      Bom que hoje em dia já tem muita coisa digitalizada por grupos de scans.

      Abç!

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  3. Realmente, é uma categorização bem fresca. Mas muito legal. E seu espaço tá decente. :-))))

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    1. K,

      Valeu! essa foto era do quartinho do apê anterior. Agora tenho mais espaço, mas ainda está em organização.

      Abç!

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    2. Hoje em dia, lojas de material de construção se dedicam a facilitar nossa vida, com várias opções de nichos e prateleiras fáceis de montar. Aos poucos e com planejamento, vc saberá organizar tudo isso. Ou melhor: reorganizar. Vi noutra postagem e por esta foto que vc já sabe como se virar com essas prateleiras ajustáveis.

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