17/09/2016

Conselhos Financeiros do Seu Madruga




Já faz um tempo que acompanho o blog do seu Madruga que trata essencialmente sobre educação financeira na prática. 


Como na blogosfera é comum blogs sumirem, reuni aqui os principais conselhos do blog até a presente data.

Aproveitem!

1) A romantização da irresponsabilidade financeira: "(...) acredito piamente que felicidade não é sinônimo de acúmulo de bens materiais, e que pessoas infelizes devem refletir bem sobre o assunto visando reverter o estado em que se encontram. 


No entanto, a busca da felicidade não deve passar pela tomada de decisões financeiramente estúpidas, a não ser que você ache que viver com orçamento apertado num país subdesenvolvido seja uma boa ideia (e se você acha isso, eu sinceramente nem sei mais o que te dizer)."




2) Inflação do padrão de vida e efeito Diderot "(...) sempre procurem o bem-estar, mas façam isso sabendo que ele não necessariamente se encontra vinculado a um aumento no "padrão de vida", e se você sentir bem-estar sem se submeter ao efeito Diderot, você tende a ser recompensado em termos de acúmulo patrimonial.


Por fim, devo dizer que não estou de forma alguma propondo que você viva como um mendigo enquanto destina todo o seu salário à Nossa Senhora do Aporte, mas sim que pense, e pense muito, sobre a real necessidade de cada coisa que você pretende adquirir, e que reflita bastante sobre as suas necessidades, pois frequentemente mentimos para nós mesmos ao dizer que precisamos de algo só para comprar."

3) Semi-conhecidos podem trazer oportunidades inimagináveis "(...) um grupo de X semi-conhecidos que gostam de você, mesmo que não te considerem um amigo, pode "vender o seu peixe" com mais intensidade do que um grupo de X pessoas que você considera amigas, pois a informação repassada pelo grupo de X semi-conhecidos tende a alcançar mais "ouvidos novos" do que as repassadas pelo grupo de X amigos, afinal este último grupo meio que "vive no mesmo mundo" que você, logo tende a te trazer menos oportunidades inéditas.


Ao se tornar uma pessoa excessivamente focada nos laços de amizade/parentesco e desatenta ao relacionamento com quem não é amigo ou parente, você tranca boa parte das portas que poderiam conter boas oportunidades dentro."

1 - Desleixo com horário
2 - Desleixo com produtividade
3 - Desleixo com questões administrativas
4 - Não saber lidar com conflitos

5) Tudo e todos conspiram contra a sua prosperidade: "(...) Supondo que você esteja no fundo do mar e a independência financeira signifique nadar até a superfície, pode ter certeza que ser escravo do consumo é como ter uma bola de ferro acorrentada na sua perna: enquanto você tenta nadar pra cima a bola de ferro sempre te puxará pra baixo. 


Pode até ser que você seja um floquinho de neve super especial e consiga nadar pra superfície mesmo com a bola te puxando pra baixo, mas pode ter certeza que nesse caso você fez muito mais esforço do que realmente era necessário."


7 comentários:

  1. Blogues somem mesmo do nada. Penso que em pouco tempo o Google talvez extinga a plataforma como fez com o Orkut.
    Há algum tempo, adotei uma educação financeira básica. Pago tudo à vista (exceto em compras pequenas na internet onde até vale a pena usar o cartão, como no caso do Saraiva na própria Saraiva. Eu tinha dois cartões. Hj, só um internacional porque às vezes é imprescindível mesmo. Cancelei o outro. Nunca viajo com cartão de crédito. Pago tudo no débito ou em espécie.
    Evito financiamento. Se não tô mais com grana livre, então não troco nem de carro.
    Há investimentos básicos que devemos fazer. Um deles, penso, é casa para morar. Aluguel é uma grana dolorida. E há quem questione isso. Muita gente prefere alugar por várias razões. Não é o meu caso.
    Optei por uma vida financeira simples. Gastar o que tenho. Não faço grandes reservas, pois tenho plano de saúde e acesso a crédito em caso de uma emergência grave. Para meu futuro (se viver muito), tenho minha previdência. São mais de dois mil por mês só de previdência. Pode ser que quebre no futuro? Sim. Mas se nem a União puder me pagar no futuro, o que direi dos bancos para quem faz uma complementar?
    Acho, em resumo, que devemos ter aquela responsabilidade básica. Não vou andar numa Hilux SW4. Mas tb não vou viver fazendo planilhas infinitas e das tripas coração para guardar e investir em tesouro direto, carteiras de investimento etc. A vida é curta e pode ser ainda mais.
    Teve um caso próximo onde o cara era servidor estável há anos, mas vivia nessa neura de planejamento excessivo. Morreu de acidente com 50 anos. Deixou MUITA grana e vários imóveis. Achei isso um desperdício. Mas o filhos - já maiores e com vida profissional - aprovaram. Todos hoje estão de carrões de 200 mil por aí e viajaram bastante.
    Tema complexo. Por enquanto, penso assim.

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    1. K,

      Sobre cartão de crédito, uso o da minha mulher (eu mesmo não tenho), que funciona como fosse meu pq sou q pago, mas não uso muito.

      "Aluguel é uma grana dolorida" concordo. pago, mas em minha defeso alego que o valor não é alto no fim do mundo em que vivo. Como ainda não sei onde me estabelecerei de forma permanente não tenho como comprar um imóvel. Além disso pretendo um dia comprar um imóvel a vista, pois não gosto de financiamentos e no momento não disponho ainda da quantia que desejo empregar para comprar o imóvel de meus sonhos.

      sobre a vida financeira simples, tento fazer o que um professor de cursinho comentou uma vez: gastar dois terços do que ganho e juntar o resto.

      "Morreu de acidente com 50 anos." puts, aí é azar demais. não tem jeito! Tomara que ele tenha sido aquele tipo de pai que se realiza nos filhos pq senão...

      abç!

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  2. Outro tema bastante curioso, Scant. Essa crise parece um buraco negro sugando toda a grana. Fico me perguntando se o conceito de educação financeira ou a busca de um empreendimento não se tornou conflitante no quadro atual. Tirando o gasto sem propósito que o endividado acaba contraindo com excessos, como alguém pode se dar ao luxo de tirar lucro se até os alimentos subiram o preço assustadoramente?

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    1. Doc,

      tem sempre alguém lucrando mesmo em momentos de crise.

      o conceito de educação financeira ou a busca de um empreendimento não se tornou conflitante no quadro atual, pois é nos momentos de dificuldade que o conhecimento se mostra mais útil, afinal é pra isso que serve o estudo.

      de empreendimentos comerciais nada sei, meu empreendimento é intelectual (concurso públicos) e até nesse momento de crise esse mercado continua funcionando a todo vapor. eu, por exemplo, fui nomeado para um cargo esse ano mesmo, em plena crise econômica no brasil.

      abç!



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  3. Grande ST! Bem legal o post! Não pretendo apagar meu blog, mas nunca se sabe o dia de amanhã né, então esse tipo de post é bem importante mesmo. Agradeço a lembrança. Abraço!

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