19/12/2016

[Social] Casamento/União Estável: Vale a Pena Financeiramente Falando?


 O tema de hoje é controverso. Vou apontar as correntes de pensamento e apresentar minha conclusão ao final.

1ª Corrente: Apesar de financeiramente poder ser mais custoso, a vida não é apenas finanças e minha felicidade é relacionada a minha mulher.
Adotam esta posição: Além da poupança, Corey, Viver de Aluguel e outros,

Como bem explica o Corey:
"Muito já se discutiu sobre casar ou não, principalmente em relação ao impacto disso na parte financeira. Minha opinião: case com a mulher certa e não terá problemas, muito pelo contrário, terá alguém pra te ajudar e apoiar nessa jornada. Como achar a mulher certa? Aí já são outros 500, acho que é mais questão de sorte do que outra coisa. Eu tive sorte, talvez vc não tenha...(...)Casamento não tem absolutamente nada a ver com festa, assinatura de certidões, padres, bispos, pastores ou similares. Também não tem a ver com um apartamentinho da MRV com sanca de gesso, lava-seca de inox e piso laminado. Não tem a ver com joguinho americano na mesa, comidinha feita na panela de fundo triplo e tapete na sala. Casamento é quando um não se incomoda de limpar o vômito do outro, quando um passa a noite junto do outro no velório de um parente, quando os dois não precisam abrir a boca para se comunicarem; é não ter dinheiro dele, dinheiro dela. Casamento é respeitar quando o outro não quer sexo, é realizar as fantasias sexuais do outro. Enfim, casamento não é o que costumam considerar e também não é algo para todos, tampouco ser casado não quer dizer ser melhor nem pior, é somente uma escolha de vida ou ao menos deveria ser."



2ª corrente: É financeiramente mais custoso e tolo, socialmente inadequado e emocionalmente inviável. 
Adotam essa posição, entre muitos outros, o saudoso Pobreta:
"Marriage strike é absolutamente vital para qualquer homem com um mínimo de respeito e segurança de seu patrimônio mental e financeiro. Não é possível assinar um contrato com o governo para ficar com uma mulher. É ser muito burro.
Sem falar que é um ato de betismo tosco.
É hilário ver um monte de marmanjo falando de investimentos, de diversificar, de contas e cálculos complexos matematicos pra ganhar dinheiro e quando chega na hora de decisão mais importante financeira e mental da vida ele caga tudo casando e assinando contratos, fazendo de mel, festa de casamento.
E é o que mais tem na blogosfera de finanças, um monte de betas cuckolds."



Minha Conclusão: casamento/união estável não é para todos. Cada pessoa tem uma história e criação diferente, sendo um ser humano único. Além disso ainda existe a necessidade de encontrar alguém compatível com a pessoa que somos e com a que queremos ser (sem falar que nossa cara metade tem uma dificuldade de adaptação semelhante a nossa).

Enfim, minha resposta é: depende. Adote a corrente que mais se adeque ao seu modo de pensar e siga em frente. Aquela máxima que diz que "antes só que mal acompanhado" é aplicável aqui. Pessoalmente adotei a primeira corrente e me sinto bem, apesar de minha vida não ser perfeita.

Grande abraço!

10 comentários:

  1. Bom eu já fui casado !!! tive sorte na quebra do contrato hehehe, mas hoje eu indico a 2ª corrente, pois mesmo a mulher certa pode surtar ou você ter que se desdobrar mais pela familia do que a mulher, afinal todo santo, ou nesse caso santa geralmente são pobres, ou vc já viu santo rico?? rsrs

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    1. Stifler,

      somos moldados por nossas experiências. talvez um dia sua opinião mude novamente. sobre mulheres gosto de citar o Corey:

      "Sinceramente, não acho possível que todas as mulheres gostosas sejam interesseiras, que todas as mulheres feias sejam inteligentes e que todas as mulheres que participaram daquela orgia do último sábado sejam desprovidas de capacidade de amar. Eu adoro dinheiro, fumo charutos, encho a cara de vez em quando, solto arrotos em público (quando o público permite), ouço Sepultura e Bad Religion, não gosto de crianças mas nem por isso me considero uma pessoa ruim: sou doador de sangue, jamais jogo lixo na rua, separo lixo para reciclagem e procuro ajudar pessoas que me procuram. Jamais julgue alguém por determinada atitude isolada."

      abç

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  2. Sou da segunda vertente também porque nem eu mesmo me suporto quanto mais exigir isso de alguém

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    1. Soldado!

      Boa! está satisfeito com suas decisões? isso que importa.

      abç!

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  3. Moro junto aha poucos meses... Negócio bem complicado.
    Estando solteiro creio q atualmente adotaria a 2a corrente.
    Enfim,,,ncomo vc disse, a melhor resposta pra tudo é idêntica a todas as perguntas feitas na área do Direito: depende.
    Abraço e sucesso.

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    1. Investidor,

      gosto da frase: mulheres, ruim com elas, pior sem elas.

      Na vida e no Direito, "a melhor resposta pra tudo é idêntica a todas as perguntas feitas na área do Direito: depende".

      abç!

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  4. A vida é curta e além de grana. Muito além, aliás. De nada adianta viver muito e com bastante grana e sozinho. E chega um momento onde vc não suporta mais estar solteiro e "curtindo" por aí, pois é uma vida que cansa, mesmo. E conviver com alguém durante muito tempo exige "papel" por várias razões negociais da vida cotidiana.
    Já fui casado e não recomendo, pois a dissolução é chata e custosa. Um acordo de união estável é mais interessante. Podemos dispor sobre bens etc. O que noto por aí em sites de investimentos e fóruns é que as pessoas andam muito dinheiristas, se privando até de uma pizza no final de semana pois prefere ficar em casa sozinho para gastar aqueles cem reais em título mobiliário. Além de dinheiristas, são burros. Pois papel não é dinheiro. Além disso, nem "dinheiro" é dinheiro, é mera moeda que poderá em breve perder muito valor, especialmente o dólar. É papel garantindo papel que não acaba mais.
    Já vi os canais que vc recomendou sobre investimentos e percebo que ali ninguém divulga o que já é bem sabido noutros nichos: há muita grana em papel circulando no planeta. São notas impressas sem lastro. Um hora isso quebra. E aí? Qual a garantia que vc terá de algum retorno? A moda agora no Brasil são bonds. A união terá duas opções ano que vem: imprimir mais grana sem lastro (inflação) ou calotear seus títulos. Os dinheiristas perdem nas duas opções. Não há uma terceira.
    Todo espertinho sugere não comprar casa ou carro, igualmente. Cara, faço o inverso. Já ganhei muita grana investindo em terra e tijolo (nunca dei um real a título imobiliário). Quanto a carro, compro pelo conforto. Acho melhor ter uma carroça decente e segura do que ver meu suor virando pó numa carteira de investimento, por exemplo. Ou acabar como um colega nossa, que pilotava moto para economizar grana, morreu atropelado por isso e deixou casa, apt, sítio e 600 mil para a viúva se divertir com os filhos, além da pensão, claro. Investidores pensam tanto em riscos do mercado que esquecem o risco mais básico de todos: nosso tempo de vida.
    De qualquer forma, cuidado com papel colorido. O dólar está sem lastro há uns 50 anos. Isso está explodindo. O mercado financeiro é uma maquiagem e tudo tem origem nos governos gigantes e seus Bancos Centrais.

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  5. Continuando...


    É muito papel comprado com papel garantindo papel para adquirir mais papéis. Isso não é racional.
    A Petrobrás, por exemplo, é uma empresa que não vale nada. Mas suas ações ainda são recomendadas e estavam em alta mesmo quando já se sabia que seu patrimônio e receita não cobriam suas despesas, dívidas e prejuízos. Isso é fraude, ora.
    Como já te falei antes, vivo e gosto de gastar. A vida é curtinha. Gosto de uísque 12 anos e charutos. Comida boa. E de mulher. Gosto de dirigir 500 km para ir à praia quando é o caso. Nunca fui muito apegado à grana, pois minha visão é que ele tem que me servir, e não contrário. Mas sempre fui pé no chão. Fui e vou na contramão do que gritam por aí. Vale a pena comprar terra e tijolo, sim. E investir em papel é loucura.
    Sabe o que recomendo? Metal físico. Dê um jeito de guardar em casa, faça um cofre embutido, encontre um esconderijo (ou vários). Estoque metal. Dou ênfase a ouro e prata. Mas penso que até metade do ano que vem comprarei platina e paládio. Real, Dólar, Euro etc... é tudo papel impresso irresponsavelmente por governos temerários. Nunca fui de me estender nesses assuntos e nunca escrevi nada em blogue sobre finanças.
    Não sou economista, não acompanho bem tudo o que rola por aí (e quem consegue?)... Mas, cara, a impressão de notas sem lastro é uma bomba prestes a explodir e não há outra maneira de guardar DINHEIRO do que metais. Pedras, talvez. Mas não são de boa liquidez para nós, pequenos ajuntadores. Já o metal passo fácil onde quiser, até na esquina do trabalho ou pelo mercado livre. Se eu quiser vender ouro amanhã, vendo. E, mesmo em caso de uma crise que se avizinha, ainda pretendo manter os metais estocados, pois meu suor estará "estocado". A crise passa e não perdi NADA.
    Enfim, minha sugestão: todos esses blogues e canais de investimento parecem em desacordo com a realidade. (Palmas para mim, rs).
    Abraços, Gravior!

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    1. Scant Tales29/12/16 04:27
      K,

      Somente nós sabemos a dor e o prazer de ser nòs mesmos.
      Concordo com vc sobre esse dinheiro fantasma que circula por aí, não tem jeito.
      Não faço exageros para economizar e sei que papéis podem deixar de ter valor de uma hora para outra.
      A solidez de investimentos em imóveis é quase absoluta e admiro o mercado imobiliário real. Penso até em estudar leilões de imóveis um dia.
      Os canais são para neófitos, adorei usar essa expressão, e também para nos lembrar de coisas básicas que podemos esquecer na correria do dia a dia. Por exemplo, prefiro juntar dinheiro com tesouro selic ao invés de depositar na poupança.
      Investimentos com lastro em ouro são sempre uma saída em épocas de crise... continua...

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    2. Continuando...

      Ainda estou em uma fase de acumular capital e pretendo continuar estudando para diversificar o risco de viver: investindo em ativos de títulos públicos e privados até ações e fundos de ações, sem esquecer imóveis físicos.
      Também acho essencial plano de saúde (que é um seguro saúde), mas também penso em contratar seguro por invalidez para mim e seguro de vida para proteger as pessoas que amo, pois pois é uma quantia que independe de inventário, o que facilita as coisas.
      Se conseguir amealhar um patrimônio considerável, pretendo buscar alternativas ao inventário e sua carga tributária.

      Abc!

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