26/01/2017

[Poesia] O Tigre/ The Tiger (1795) - William Blake


Não sei porque, mas esse poema me faz lembrar da saudosa revista "Espada Selvagem de Conan" publicada pela editora "retalhadora" Abril.

Enfim, essa poesia de William Blake (tradução de Ângelo Monteiro) é linda e merece a sua leitura, mas leia com calma para permitir sua mente viajar pelos versos.

Grande abraço!


"Tigre, tigre que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?

Em que longínquo abismo, em que remotos céus
Ardeu o fogo de teus olhos ?
Sobre que asas se atreveu a ascender ?

Que mão teve a ousadia de capturá-lo ?
Que espada, que astúcia foi capaz de urdir
As fibras do teu coração ?

E quando teu coração começou a bater,
Que mão, que espantosos pés
Puderam arrancar-te da profunda caverna,
Para trazer-te aqui ?

Que martelo te forjou ? Que cadeia ?
Que bigorna te bateu ? Que poderosa mordaça
Pôde conter teus pavorosos terrores ?

Quando os astros lançaram os seus dardos,
E regaram de lágrimas os céus,
Sorriu Ele ao ver sua criação ?
Quem deu vida ao cordeiro também te criou ?

Tigre, tigre, que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão, que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria ?"

3 comentários:

  1. O título do capítulo terrível simetria de watchmen veio desse poema. Não sei o que gosto mais em Blake: seus poemas ou gravuras.

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    Respostas
    1. K,

      Não sou profundo conhecedor de Blake, mas as gravuras são muito expressivas. Elas me lembram o clima do filme "O Último Portal (1999)".

      Abç!

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    2. Tinha vindo aqui também para comentar isso, de Watchmen.
      A última vez que vi menção a esse poema, foi no começo desse ano, assistindo "Viva a Rainha".

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